terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Radical

 

“E este João tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.” (Mt. 3.4)

Quero falar hoje com você a respeito da vida de João Batista e no que devemos ser semelhantes a ele. Estamos vivendo um tempo de inversão de valores, corrupção moral, degradação familiar e social como nunca na história.
O homem moderno está perdendo totalmente sua característica, se tornou, como é dito: ”sem afeição natural”(Rm. 1.31). Nunca pensei que o homem pudesse chegar ao estado em que se encontra, capaz de coisas hediondas, atrozes, não só perversas, mas insanas, absurdas, que nos leva a ser uma sociedade muito mais irracional do que racional. Olhe os canais de comunicação, veja a indústria cinematográfica, a literatura, a arte, a cultura em geral, tudo possui o toque da morte, do sarcasmo, da depravação moral, do ocultismo, da profanação do corpo, da luxúria, é impressionante como o mundo mudou assustadoramente de vinte anos para cá!
Está havendo uma transformação completa em todos os valores, e isso para pior! Como se não bastasse tudo isso, a própria Igreja do Deus vivo tem sido contaminada por essas mudanças. Estamos em total apostasia e esfriamento, temos saído dos princípios bíblicos fundamentais estamos caminhando a passos largos para uma completa descaracterização. Tornando-se uma religião superficial e mundana.
Esse foi o mesmo cenário mundial que serviu de pano de fundo aos dias de João Batista. Ele apareceu no meio de um completo caos espiritual e moral, veio para preparar o caminho do Senhor, a vinda do próprio Messias, Jesus. Pregando o batismo do arrependimento, confrontando ousada e destemidamente o pecado do povo e a religião legalista dos fariseus, indo até contra as autoridades – como rei Herodes, expondo com valentia e intrepidez a sujeira de seu reinado. Sozinho ele enfrentou o império das trevas, o império econômico, social, bélico e político daquela época, causando um rebuliço, uma verdadeira arruaça, naquele tempo! E tudo isso para que o ambiente estivesse apto para a aparição do Messias, Jesus Cristo.
Estou fazendo uso de João Batista porque estamos nos dias semelhantes aos dele e, nada menos do que ele fez, será capaz de mudar o cenário atual. Ele era a voz que clamava no deserto preparando o caminho do Senhor, nós – os cristãos – somos essa voz e temos que clamar contra esse sistema corrupto, que está nas igrejas, no meio desse deserto que é o nosso mundo e essa sociedade. João Batista preparou a vinda, nós somos a “voz do que clama no deserto” que vai preparar a volta de Jesus.
Mas como conseguiremos ter o mesmo êxito de João Batista? Como protagonizaremos tão notáveis feitos? A resposta é: Tendo a mesma vida que ele teve. Você notou, nos versículos acima, algumas características de Joao Batista?
1º - Apareceu no deserto da Judéia pregando. 2º - Sua vestimenta era pele de camelo e usava um cinto de couro que sustentava seus lombos. 3º - Sua comida era mel silvestre e gafanhotos. 4º - Sua morada era em cavernas em desertos, ou seja, um homem absolutamente entregue à vontade de Deus.
Irmão, João Batista era radical, é isso que estou tentando te mostrar! Só conseguiremos causar impacto nessa terra, confrontar os poderes diabólicos, enfim, causar um transtorno nessa presente era e nesse império mundano – que creio eu ser muitíssimo pior que nos dias de João Batista – se formos tão radicais quanto ele foi. E é exatamente desse tipo de homens e mulheres que Deus está precisando, que Deus quer usar.
É impossível a você causar tal impacto se sua vida é uma vida dividida, fútil, mesquinha, se tropeca em pobres relacionamentos amorosos, se tem apego a dinheiro, se tem problema com vaidade, conforto, e se ainda pensa em ser um reformador e um profeta dessa envergadura e ao mesmo tempo realizar seus sonhos pessoais aqui na Terra, isso é impossível, isso nunca aconteceu com qualquer homem e nunca irá acontecer! Você precisa ser radical, não digo abandonar tudo, mas abandonar o que Deus está te pedindo.
Vamos meu caro leitor, você está sendo confrontado por essa mensagem, o que você está esperando? O que você tem a perder? Viva para Ele, consagre-se como nunca, renuncie tudo e a todos. Seja radical nas suas decisões, na sua conduta, seja o seu falar – sim, sim e não, não – abomine tudo que é do mundo e toda aparencia do mal, sustente-se apenas da comida que Ele te der, se esconda em alguma caverna e deserto desse mundo até que Ele lhe envie a sua Palavra, como enviou a João Batista! Assim conseguiremos ter êxito, assim mudaremos o cenário, os infernos serão abalados pela expressão espiritual da nossa vida, os poderosos nos temerão como Herodes temia a Joao Batista e as multidões perdidas clamarão por misericórdia e salvação através da virtude que sair dos nossos lábios, chamada “Evangelho de Cristo”.
Há duas maneiras de você ver essa mensagem: a primeira, como um fardo pesado demais para você... a segunda, com alegria e euforia de saber que “você é” nesse presente momento “a voz do que clama no deserto” e que está vivendo nesse instante para preparar a gloriosa vinda do seu  Senhor. Fique com a segunda opção! Venha ninguém que deixa tudo e vive para o Senhor ficará sem recompensa. Há uma glória incalculável que lhe será revelada.

Quem sabe você terá a honra de ter a sua cabeça servida em uma bandeja ! 

Pr. Paulo Junior
 Defesa do Evangelho

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A Coragem de Abrir Mão



Sonhos...
Com o passar do tempo, e com o desenrolar espontâneo da vida, aprendemos a compor meticulosamente os nossos.
Não há nenhum erro em tecer sonhos, doutor Myles Monroe em um de seus livros nos trás uma realidade nem sempre observada: “Sonhe... Você nunca vai além dos seus sonhos”. Uma vida sem sonhos é como um barco dependente exclusivamente do vento, porém sem velas. Os sonhos nos motivam a caminhar, conquistando, e mentalmente elaborando novas etapas.
Porém assim como temos grandes sonhos também temos grandes escolhas, e essas escolhas às vezes nos levam a sacrificar coisas que consideramos fundamentais. E como sempre a nossa primeira e imediata reação e de com todos os argumentos possíveis, defender “o que é nosso”.
Algumas vezes as pessoas nos impõem essa decisão sacrifical, e às vezes ouvimos Deus dizer: “Sai da tua terra, e da tua parentela...”. Cara se imagine no lugar de Abraão que na época ainda era Abrão. Comodidade... Sonhos... Estabilidade... E um dia tudo isso é abalado por uma voz: “Sai”. Confesso que eu no lugar dele no mínimo questionaria muito. Mas pode vir em nossas mentes: “Então Deus quer destruir meus sonhos?”. Claro que não. Nossa mente às vezes natural tem a atitude humana de cronometrar nossa vida. E nos sentimos desestruturados quando algo ameaça a nossa lista de tarefas enquanto humanos. E Deus tem incomodado seu coração e dizendo: “SAIA”. E você como bom ser humano tem resistido, não tem olhado com os olhos da fé que nos faz confiar que Deus tem o melhor, mesmo que na nossa concepção a nossa grama nesse aspecto é mais verde que a de Deus.
A sensação de incomodo e o aperto no coração são indescritível, Deus nos fornece uma promessa, e espera que agarremos nela ao ponto de deixarmos nossos sonhos, apenas confiando que Deus tem o melhor.
Sabemos que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável, de acordo com Romanos 12:1,2 mas esquecemos que uma pouco antes de Paulo descrever a vontade de Deus ele nos dá uma condição, a de que renovemos nossa mente. A vontade de Deus é sim, boa, perfeita, e agradável, mas só para aqueles que têm suas mentes renovadas. Pessoas que confiam e lançando fora suas expectativas, e se esvaziando de si, agarram a essa corda chamada PROMESSA e pulam de seu lugar cômodo.
Quem sabe Deus tem te pedido algo que pra você seja básico, e tem esperado que você lance a mão e se agarre nessa corda, confiando que Ele te dará o melhor, mas você tem fugido e as vezes chorado em seu quarto tentando entender o porque Deus tem te pedido este Isaac.
Sei que essa decisão não é fácil. Nunca ninguém disse que seria fácil. Mas agimos ou deveríamos agir por fé e não por vista. Realmente tomar uma decisão, Jesus em alguns momentos pediu coisas à seus discípulos que a seus olhos não tinha o mínimo de nexo.
Somos discípulos de Jesus, que aprendamos a realmente esse lado de ser um discípulo. ABRIR MÃO. Confiar, deixar que Deus tome a rédeas da situação. Sem parar de sonhar, mas ter a certeza de que nossos sonhos têm que estar sob os sonhos de Deus, Os nossos sonhos que aos nossos olhos são de alto valor. Começamos a ver que os sonhos que Deus tem pra nós são inestimáveis. E que de fato venhamos mergulhar nessa missão de cumprir em primeiro planos os sonhos do nosso Pai.

Ézer Tavares dos Santos
I Igreja Batista em Redenção - PA

Meus Pecados



"De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados". (Lamentações 3:39)

Nesta passagem extraída do belíssimo livro de Lamentações de Jeremias – livro que revela o coração desse notável profeta, e o seus sentimentos para com a nação judaica – nos leva a algo interessante: o pecado traz consequências.
Quando ele pergunta “de que se queixa, pois, o homem vivente?”, os israelitas estavam se queixando do sofrimento que estavam vivendo, das moléstias, derrotas, miséria, consequências do justo juízo de Deus, enfim, males trazidos pela própria mão de Deus. Isso os levava a se queixarem, como se dissessem: por que estou passando isso? Que tempo ruim, que tempo difícil, quanta peste, quanta desgraça, quanta destruição, não aguentamos mais! Entretanto o versículo continua assim: “queixe-se cada um dos seus pecados”. O profeta está ensinando que os sofrimentos foram causados pelos pecados, pela iniquidade dos israelitas, então, ao invés de queixarmo-nos das consequências, Jeremias nos diz para nos queixarmos é do que as trouxe: os pecados.
Mas eu não quero aqui tratar das consequências do pecado e sim do que está no coração de muitos cristãos: a queixa por eles, a insatisfação por tê-los e cometê-los! Quero ilustrar essa passagem com algo assim: se tem algo que eu me incômodo, se tem algo que me fere, que me dói, que é o motivo do meu infortúnio, da minha tristeza... se tem algo que realmente me decepciona, esse algo são os meus pecados.
Quantos cristãos sinceros e idôneos, que tentam viver uma vida santa, pautada nas Escrituras, têm uma vida razoável, muitas vezes até vitoriosa, consistente, feliz, mas, invariavelmente, essa sequência promissora é frustrada quando nos deparamos com nossos pecados, produzindo desânimo, sentimento de culpa, auto-julgamento, incapacidade, decepção... e todos aqueles sonhos que construímos pautados nas Escrituras de sermos cristãos, santos, poderosos, bem sucedidos, desabam na nossa frente por conta de tais pecados, logo vem a nossa queixa: “Oh, esses malditos pecados de novo! Mais uma vez eles estão no meu caminho, que ódio! Por que eles não saem? Por que não os venço?”
Então isso nos deixa loucos, nos faz ficar remoendo em nosso interior e travar uma batalha interna colossal, que envolve nossos sentimentos, mente e até o corpo, ao ponto de quase nos levar à autoflagelação! Ah, malditos pecados! Se pudesse destruí-los, se pudesse estirpá-los cem por cento da minha vida agora, se pudesse dormir e acordar sem vocês, se pudesse não errar, não falhar, não cometer mais nenhum delito e viver o resto da minha vida sem vocês, eu o faria agora!
Davi era um homem que se queixava muito de seus pecados – o livro de Salmos está repleto de suas queixas – uma delas está no Salmo 38.4: “Pois já as minhas iniquidades sobrepassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as minhas forças”. Outra queixa está no Salmo 51.3: “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”.
Irmão, eu quero te mostrar o lado bom de tudo isso. À semelhança de Davi, apenas se queixam dos pecados pessoais os homens retos, íntegros e santos, que possuem o Espírito de Deus – só se queixam dos seus pecados os verdadeiros cristãos! Se você tem se incomodado, entristecido, sentido amargura e repulsa, isso tem o lado bom: é sinal que a graça está sobre você! Que o Espírito Santo está atuando na sua vida! É sinal que o pecado te incomoda demais, o que te faz repugná-lo, ainda que você o cometa!
Na vida do apóstolo Paulo era assim: o mal que ele não queria fazer ele o fazia (Rm. 7.19). Esse mal que Paulo dizia está se referindo aos seus pecados, sendo assim, não devemos ficar desanimados, desistir ou decretar uma sentença a nós mesmos, pois vivemos num corpo de pecado, estamos debaixo da lei do pecado. Até sermos glorificados ele fará parte da nossa essência, porém se alegre, se anime, porque se você tem se queixado dos seus pecados, se eles ainda te incomodam e te entristecem é sinal de que Deus está sobre você, é sinal que você não se submeteu a eles, é sinal que mesmo fraco eles não têm domínio sobre você!

O mal estaria se você não se queixasse e nem se entristecesse, ou mesmo, fosse indiferente a eles. Se erga, se levante e peça ajuda a Deus no combate a eles e não permita que tais deslizes, totalmente perdoados no Calvário, te paralizem. Vamos dizer como Davi: “Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste”. (Sl. 51.7-8).

Paulo Junior.
Defesa do Evangelho

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Conhecemos a Jesus?


Os trechos de Gênesis 12:1-3 e 13:16 e 17:

"Ora, disse o Senhor a Abrão: sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma benção!"


"Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a sua descendência. Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque eu te darei."

Assemelhan-se a Mateus 9:35, Filipenses 2:5-11 e Efésios 4:7-10.

"E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermindades."


"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança a homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. 
Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho,nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda lingua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai."


"E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. 
Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões iferiores da terra?
Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas."

  • O que representa pra você o fato de Jesus se desfazer do seu trono de glória por amor a pessoas que até o rejeitam?
  • Em sua opinião, qual a relação entre esse mundo tão brilhante no periodo de natal e a realidade das pessoas para com Jesus?
  • Como seria se essa preocupação pelo brilho, luzes, presentesm ceia e confraternização fossem quebrantamento e submissão ao senhorio de Cristo na vida das pessoas?

sábado, 23 de outubro de 2010

O poder da oração - Paulo Junior (Defesa do Evangelho)


"Perseverai em oração, velando nela com ação de graças..."
(Colossenses 4.2)

A oração, sem dúvida, é a maior forma de alcançarmos o reino de Deus com todas as suas virtudes.
A oração é o poder de se comunicar com Deus; é a maneira de interagir, dialogar, inferir com ele. Você entendeu? Estou dizendo que com essa graça chamada “oração” eu tenho a capacidade de entrar na presença e me comunicar com o ser totalmente soberano, glorioso e eterno; o único perfeito, revestido de santidade e magnificência: Deus. Através da oração o imperfeito se encontra com o perfeito. Você consegue compreender a profundidade disso? Isso é simplesmente maravilhoso!
A oração é muito mais que um momento de lançarmos a Deus nossas necessidades. A oração não pode ser limitada a pedir, pedir e pedir... a oraçao é um momento íntimo de devoçào pessoal, comunhão e adoração a Deus: você fala, mas também ouve! É um momento ímpar, que transcende nosso entendimento!
Quantas riquezas e tesouros insondáveis são revelados na presença Dele?! Óh, o quanto devemos amar esse momento secreto – a sós com Deus – e derramar-mo-nos ante o Seu trono, com sinceridade, humildade e submissão. Um homem que conhecia bem o valor da oração era David Brainerd, vejamos  uma declaração retirada do seu diário:
“Hoje pude dedicar-me continuamente a oração, durante o dia; mediante a bondade divina, percebi a necessidade de perseverar em minhas súplicas. Tenho recebido entendimento das coisas divinas, que tem me proporcionado coragem e resolução, tenho descoberto, de modo geral, que quanto mais me dedico a oração secreta, mais me deleito nela, e mais tenho apreciado o espírito de oração. Ocupar o nosso tempo com Deus, e em favor Dele, é o caminho para quem quiser levantar-se e deitar-se em paz.”
Que linhas fantásticas desse grandioso missionário! É assim que devem ser nossas orações: anelantes por coisas espirituais, revelações da majestade de Deus, coisas grandes e ocultas (Jr. 33.3).
No momento da oração ocorrem tantas coisas que você não tem idéia: há uma movimentação no mundo espiritual e no mundo natural, você está em contato com a natureza divina (2Pe. 1.4), sua mente é renovada, seu caráter é regenerado, o novo homem em Cristo está sendo formado. A medida que você ora, você é conformado à imagem de Cristo, você creces à Sua estatura!
Ainda, nos é conferido poder sobrenatural, o Espírito Santo nos enche, há manifestação do frutos do Espírito, sabedioria divina nos é acresentada, e graça – abundante graça – é manifestada em todos os seus nuances.
Quanta coisa a oração pode fazer, se estamos fracos, através dela somos fortalecidos; se sentimos culpa pela imoralidade e sujeira, a oração nos limpa e santifica; sentimos a  doçura da santidade de Cristo em nós, nossa fé é fortalecida, nossa confiança em Deus é confirmada, todos os males são aniquilados pelo poder da oração: adeus desânio, tristeza, angústia, fraqueza, ódio, ira, ressentimento, tudo isso é varrido pela oração.
Termino dizendo algo: se tem uma coisa que o inferno combate e resiste com toda a sua força é a oraçao de um cristão, é a oraçao da igreja! Não existe nada que ele tema tanto, e conceda mais eficácia à um cristão do que sua vida de oração. Você deve ter notado nesses últimos anos quanto tem sido difícil orar, não é mesmo? E eu posso te dizer que com o passar do tempo vai se tornar ainda pior: haverá cansaço, falta de tempo, preguiça, ansiedade, falta de concentração e todo o inferno inpedindo suas orações, prepare-se!
Apesar de tudo isso, você não deve desistir, como diz o versículo (Cl. 4.2): “Persevere”, (essa palavra no grego é proskareteo) que quer dizer: “ocupar-se ativamente de algo”,  então ele está dizendo com isso “ocupar-se ativamente com a oração”.
Insista, combata, trave uma luta colossal, com a sua carne, com o pecado e contra as forças do inferno, até que você construa uma vida de oração poderosa. Então você verá que cristão você se tornará.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Você Tambem terá os Seus Adufes


por John Piper

Em minha pregação, enfatizo a doutrina. Uma das razões para eu fazer isso é que o apóstolo Paulo também a enfatizava.

Era uma estratégia missionária dele. Quando terminou seu trabalho de implantar a igreja em Éfeso, ele disse: “Eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos; porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (At 20.26-27). Por isso, aos domingos eu prego doutrina.

Hoje é segunda. O sol está brilhando. O céu está azul como o oceano. A temperatura está na casa dos 20ºC. O vento sopra suave. O ar está limpo e claro como o cristal. A tulipas estão crescendo. Em tempos como este, você quer pular de alegria e não estudar doutrina.

Eu também não.

Não estou interessado em uma religião que ofereça qualquer coisa que não seja a plenitude de alegria e delícias perpetuamente (Sl 16.11). Não estou me referindo somente a deleites profundos que surgem nos momentos em que o coração descobre a fidelidade de Deus em uma tragédia. Existem muitas enfermidades cruéis e morte no mundo, para que eu não me refira a elas — até que a maldição seja removida — mas agora não estou falando a respeito dessas coisas.

Também estou me referindo àquilo que os bezerros fazem: “Saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria” (Ml 4.2). Eu gosto muito do sol de abril, do calor em minha pele e da brisa em meu rosto. Aprecio os gritos de alegria de meus pequeninos, quando eles voltam da escola, testando seus pulmões. Gosto muito da afeição desinibida e inconstante dos pré-adolescentes. Amo a exuberância de alguns jovens de minha igreja, demonstrada em dramatizações, por amor a Jesus.

Exuberância!

Esta é uma palavra rara, não é? Penso que aos onze anos já temos perdido tal característica. Tentamos reencontrá-la de muitas maneiras artificiais, mas ela acabou. Crescemos e agora sabemos demais.

Ou será que sabemos pouco? Será que crescemos apenas parcialmente? Saímos da ingênua exuberância da infância para o realismo sombrio da maturidade.

Voltando à doutrina: todo o Conselho de Deus. O que é todo o Conselho de Deus?

É o novo fundamento da exuberância, quando a ingenuidade da infância não é mais oportuna; é um fundamento diferente. O velho fundamento não pode lidar com a realidade, o novo, porém, vê todas as coisas — câncer, armas nucleares, crises ambientais, terrorismo, aborto, cidades arrasadas, casamentos desfeitos, crianças abandonadas, depressão — vê e sente todas elas. Contudo, este fundamento não se destrói, nem desaparece — quer no hospital, quer na cadeia.

Este é todo o conselho de Deus. Se você pretende pular de alegria em um dia da primavera, lembre-se: ou o fará com os olhos fechados, ou o fará no grande planalto de granito de todo o conselho de Deus, também conhecido como doutrina.

“Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem. Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque ______________” (Lc 6.22-23). Sim, o espaço foi preenchido com as palavras “grande é o vosso galardão no céu”. Mas, como você chegou a esperar este galardão; como foi ele comprado para você por Cristo; que parte da natureza da fé se apropria deste galardão; qual o conteúdo deste galardão e como você mantém confiança diária na garantia do galardão — tudo isso é doutrina. Sem ela, não pularemos de alegria por muito tempo. E, com certeza, não na cadeia.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Zelo pelo Bem é Louvado ou Perseguido?


por John Piper

Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom? Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo.

Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?

Os crentes devem ser “zelosos do que é bom”. Você pode fazer alguma coisa boa por alguém? Pode ajudá-lo? Pode mudar alguma coisa ruim e torná-la boa? Então, faça-o — e faça-o com zelo!

Você será prejudicado? Não, em última instância. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31) “O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? (Hb 13.6) “Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer... Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais” (Lc 12.4, 6-7).

Verso 14a: “Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois.”

Sim, haverá oposição, se você for zeloso do que é bom e justo, mas nunca esqueça a bem-aventurança: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.10).

Versos 14b-15a:“Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor.”

Você reverencia aquilo que teme. Por isso, acovardar-se em temor diante dos homens é o oposto de prostrar-se diante do Senhor da glória.

Versos 15b-16a: “Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor.”

Por que eles perguntam sobre a nossa esperança? Porque a fome de felicidade no coração humano é tão intensa, que a única explicação para a nossa prontidão em sofrer por causa da justiça tem de ser uma esperança. Foi exatamente isso que Jesus disse: “Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mt 5.12). A esperança sustenta o zelo pelo bem, quando somos perseguidos. As pessoas sabem disso intuitivamente. Por isso, elas perguntam a respeito de nossa esperança.

Verso 16b: “Com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo.”

Existe um espaço de tempo entre a ocasião em que uma boa atitude é praticada e o momento em que é reconhecida como boa por nossos oponentes. Primeiro, eles “difamam” nossa atitude. Então, mais tarde, eles ficam “envergonhados”. Quanto tempo depois? Talvez, somente no Juízo Final algumas pessoas verão as coisas como realmente são. Para alguns, este reconhecimento pode vir mais cedo. Pedro descreveu a mudança do injuriar para o glorificar a Deus: “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1 Pe 2.12). Assim, por enquanto, eles nos difamam como malfeitores, porém, mais tarde, glorificarão a Deus pelas próprias boas obras que antes injuriavam. Isto pode significar que eles foram convertidos aqui, ou que foram compelidos a render glória no dia do Julgamento.

Não temos o direito de fazer a determinação final. Nosso dever consiste em falar com uma consciência pura e dar uma resposta amável e reverente.

Você tem zelo por uma causa digna? Existe alguma coisa boa pela qual você está sendo difamado? Ou a sua rotina é tão inofensiva neste mundo perverso, que se enquadra adequadamente com as coisas que estão se passando, e, por isso, ninguém lhe pergunta coisa alguma?